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Quando te achei, as palavras perdi.
Se doar a quem você ama, é doar a si mesmo.
Pierre Ferreira (via sosunrise)
sosunrise:

Gosto de como ela me olha. Gosto do cheiro dela, gosto do jeito que ela pega ar após dar uma risada. Gosto do sinal que ela tem no canto acima da boca, gosto da mancha que ela tem no pulso que parece um rosto sorrindo. Gosto do jeito que ela coloca o cabelo pra trás da orelha e de como ela meche a mão pra fazer isso, mas gosto ainda mais de quando eu coloco o cabelo dela atrás da orelha. Gosto do fato dela rir quando toco nos seus joelhos, gosto de como ela lambe os lábios depois de comer alguma coisa melada. Gosto de como ela segura a minha mão para andar na rua, gosto do tom da voz dela cantando suas músicas prediletas. Gosto do cabelo bagunçado dela quando acorda e gosto da forma como ela arruma o cabelo com as mãos antes de sair. Gosto das covinhas que aparecem nas bochechas dela quando sorri. Gosto dos seus cabelos castanhos e também gosto dos quatro fios loiros que ela tem na franja. Gosto da carinha de coitada que ela faz quando deixo de dar um beijo nela. Gosto de quando ela me puxa pela camisa querendo dar uma de dominadora e gosto também quando ela cola seu corpo no meu porque eu a puxei pelos braços. Gosto de ouvir as bobagens que ela tem pra falar e de como ela me faz rir até com as piadas mais sem graças que se fosse outra pessoa contando não me fariam rir. Gosto da forma que ela me atende no telefone quando está tudo bem. Gosto do sorriso que ela abre quando me vê no portão da sua casa até quando está triste comigo. Gosto quando ela diz que fez alguma coisa só pra mim e gosto da cara de boba que ela faz quando digo que fiz algo só pra ela. Gosto do nome dela. Gosto do sobrenome dela. Gosto de tudo isso e muito mais. Mas eu não gosto dela. Eu a amo.
Pierre Ferreira

sosunrise:

Gosto de como ela me olha. Gosto do cheiro dela, gosto do jeito que ela pega ar após dar uma risada. Gosto do sinal que ela tem no canto acima da boca, gosto da mancha que ela tem no pulso que parece um rosto sorrindo. Gosto do jeito que ela coloca o cabelo pra trás da orelha e de como ela meche a mão pra fazer isso, mas gosto ainda mais de quando eu coloco o cabelo dela atrás da orelha. Gosto do fato dela rir quando toco nos seus joelhos, gosto de como ela lambe os lábios depois de comer alguma coisa melada. Gosto de como ela segura a minha mão para andar na rua, gosto do tom da voz dela cantando suas músicas prediletas. Gosto do cabelo bagunçado dela quando acorda e gosto da forma como ela arruma o cabelo com as mãos antes de sair. Gosto das covinhas que aparecem nas bochechas dela quando sorri. Gosto dos seus cabelos castanhos e também gosto dos quatro fios loiros que ela tem na franja. Gosto da carinha de coitada que ela faz quando deixo de dar um beijo nela. Gosto de quando ela me puxa pela camisa querendo dar uma de dominadora e gosto também quando ela cola seu corpo no meu porque eu a puxei pelos braços. Gosto de ouvir as bobagens que ela tem pra falar e de como ela me faz rir até com as piadas mais sem graças que se fosse outra pessoa contando não me fariam rir. Gosto da forma que ela me atende no telefone quando está tudo bem. Gosto do sorriso que ela abre quando me vê no portão da sua casa até quando está triste comigo. Gosto quando ela diz que fez alguma coisa só pra mim e gosto da cara de boba que ela faz quando digo que fiz algo só pra ela. Gosto do nome dela. Gosto do sobrenome dela. Gosto de tudo isso e muito mais. Mas eu não gosto dela. Eu a amo.

Pierre Ferreira

sosunrise:

Música de Luciana Mello. Na versão de:

Pierre Ferreira

sosunrise:

Música tema de Bob Esponja. Por:

Pierre Ferreira

sosunrise:

Música de Tom Jobim. Na versão de:

Pierre Ferreira (violão e voz)

A nossa história é uma das mais lindas entre todas as que já ouvi por aí, só perde para algumas outras pelo fato de não ter tido um final feliz. Eu não sei nem se ao menos teve um fim. Tenho duvidas se o que colocamos foi um ponto parágrafo, um ponto final ou apenas uma vírgula para poder respirar. Torço pela vírgula, porque seus beijos realmente me tiravam o fôlego. Nós começamos como um conto de fadas, por um clássico “Era uma vez…”, e talvez esse tenha sido um dos nossos maiores erros. Nunca fomos um casal clássico para poder começar assim. Estávamos mais para uma comédia romântica e acabamos num drama com terror. Não deveríamos começar com “Era uma vez…”, deveríamos ter começado com “Era, é e sempre será uma, duas ou infinitas vezes…”. Afinal de contas, a nossa história não deveria ter fim, lembra? Mas tudo bem, ainda está em tempo de continuarmos a escrevê-la. Podemos usar esse capítulo para tornar a história mais emocionante, aquele capítulo que parece que o casal vai se separar para sempre, o capítulo que faz todos os leitores, todos os espectadores e até os personagens chorarem. Agora que sou um dos personagens, descobri que mesmo sem cair uma gota dos olhos, pode estar caindo um dilúvio de lágrimas por dentro. Acho que em nossa história acabamos usando palavras complicadas demais, deveríamos ter simplificado-as. Com tantas palavras difíceis de serem escritas, acabamos tropeçando nelas. Tropeços até podem acontecer, o problema está em termos caído. Embora esse capítulo dramático seja muito importante para que o conto faça sucesso, eu acho que já deu. Acho que já foi o suficiente. E mesmo se não foi, continuo achando que já deu. Não faço questão de que o nosso conto faça sucesso, mas faço questão que o nosso sucesso não seja apenas um conto. Não quero contar um conto, ainda mais assim, cheio de pontos. Eu quero contar uma daquelas histórias que falam de fatos reais. Nem ao menos quero que seja “baseada” em fatos reais, eu quero que seja apenas real. E chega de pontos, vírgulas, aspas, parênteses ou quaisquer outros sinais que causem interrupções. Ainda estou aqui, com o papel escrito pela metade nas mãos, volte logo com um lápis para terminarmos de escrever o que começamos. E, se preciso for, podemos passar uma borracha em tudo e escrever outra história. Onde o final vai ser assim, sem ponto

sosunrise:

Música de Exalta Samba. Na versão de:

Pierre Ferreira (violão e voz)

sosunrise:

minhaspequenaseincertasemocoes:

“I can’t live without your love” por Pierre Ferreira